Alagoas implanta vigilância de micoses endêmicas e oportunistas para fortalecer o cuidado no SUS
Entre os dias 11 e 13 de março, o estado de Alagoas recebeu técnicos(as) do Ministério da Saúde para o fortalecimento da rede de cuidados em saúde pública com a implantação da Vigilância das Micoses Endêmicas e Oportunistas. A ação, realizada em Maceió, reuniu gestores(as) e profissionais de saúde para promover a organização do fluxo de atendimento, diagnóstico e monitoramento dessas infecções no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa é coordenada por meio da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM/MS), em parceria com a Coordenação-Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial (CGZV) e a Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB). O objetivo principal é estabelecer a vigilância e assegurar o tratamento oportuno para a população alagoana.
Durante a oficina, foi apresentada a ferramenta Micosis, um sistema de informação estratégico que permite conhecer o perfil epidemiológico das micoses, identificar fontes de infecção e gerenciar a oferta de medicamentos. O uso da plataforma qualifica a tomada de decisão e permite um acompanhamento mais próximo de cada caso.
Para a coordenadora da CGTM, Fernanda Dockhorn, a implantação representa um avanço na equidade e na acessibilidade do sistema de saúde. "A organização desta vigilância em Alagoas é fundamental para que possamos oferecer respostas mais rápidas e eficazes às pessoas que convivem com essas infecções. Com o suporte da ferramenta Micosis e a integração das equipes locais, conseguimos qualificar a rede e garantir que o tratamento chegue a quem precisa no tempo certo, fortalecendo o papel do SUS como uma rede de proteção e cuidado integral", destaca Fernanda.
Integração e qualificação
A programação contou com discussões integradas entre a rede laboratorial, representada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), e as áreas de assistência farmacêutica, atenção especializada e básica, vigilância de zoonoses, ambiental e em saúde do trabalhador. Um dos destaques foi o dia dedicado exclusivamente à discussão da vigilância da esporotricose humana e animal no estado, uma micose que exige atenção para a relação entre a saúde das pessoas, dos animais e do ambiente.
Em Alagoas, a estruturação dessa vigilância permitirá que os(as) profissionais de saúde identifiquem em tempo oportuno as micoses endêmicas — como a paracoccidioidomicose e a histoplasmose — e as oportunistas, que podem afetar pessoas com comprometimento do sistema imunológico.
Com a implantação, Alagoas passa a contar com fluxos de notificação e investigação mais qualificados, assegurando que o monitoramento dessas condições de saúde seja contínuo e integrado às demais ações de vigilância e assistência do estado.




COMENTÁRIOS