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Mogi das Cruzes,07/04/2026

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Projeto garante ao trabalhador direito de não responder a mensagens fora do expediente

camara.leg.br
Projeto garante ao trabalhador direito de não responder a mensagens fora do expediente


Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Deputada Yandra Moura fala ao microfone. Ela é uma mulher branca, tem cabelo longo, liso e castanho, veste um blazer roxo e segura um papel

Yandra Moura: a cultura de disponibilidade constante aumenta os casos de burnout


O Projeto de Lei 126/26 assegura ao trabalhador o direito de não responder a mensagens e ordens por meios eletrônicos fora do expediente. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


Segundo a deputada Yandra Moura (União-SE), autora da proposta, o objetivo é proteger a saúde mental e garantir o descanso dos trabalhadores. “O direito à desconexão já é uma realidade em diversos países”, afirmou.


“A crescente digitalização das relações de trabalho, intensificada pelo teletrabalho e pelo uso massivo de aplicativos de mensagens instantâneas, dissolveu as fronteiras entre a vida profissional e a pessoal”, disse Yandra Moura.


Férias e feriados

O projeto determina também que períodos de descanso, como intervalo entre jornadas, férias e feriados, serão tempos de desconexão.


Nesses casos, o trabalhador só poderá ser acionado por comprovada necessidade imperiosa de serviço.


Sem sanções

Ao exercer o direito à desconexão, o trabalhador não poderá sofrer advertência, sanção disciplinar, avaliação negativa, demissão por justa causa ou outra forma de retaliação.


Se o trabalhador responder às mensagens, o tempo será contado como hora extra.


Presencial e remoto

As regras valerão para todas as modalidades de trabalho, inclusive teletrabalho e trabalho remoto.


A eventual violação do direito à desconexão poderá gerar multa administrativa, sem prejuízo de indenização por danos morais ao empregado.


Próximos passos

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.





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