Mais de 500 educadores participam da palestra “Como ser um educador antirracista"
Foto: Divulgação/pmmc Mais de 500 educadores da rede municipal de ensino de Mogi das Cruzes participaram, na noite desta quinta-feira (21/05), da palestra “Como ser um educador antirracista”, realizada no Auditório do Cemforpe. O encontro contou com a presença da professora doutora Bárbara Carine, referência nacional nas discussões sobre educação antirracista e relações étnico-raciais. A iniciativa foi promovida pelo Sesc Mogi das Cruzes em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
A secretária de Educação, Claudia Romanos, ressaltou a relevância do tema para a formação de educadores e estudantes. “Agradeço ao Sesc Mogi das Cruzes pela parceria e pela oportunidade de recebermos uma educadora tão importante. A escola é um espaço essencial para a construção de valores e das relações sociais. Discutir a educação antirracista é fundamental para combater desigualdades, promover o respeito à diversidade e formar cidadãos mais conscientes”, afirmou.
A atividade proporcionou um momento de reflexão, diálogo e aprendizado para os participantes. O diretor do Departamento Pedagógico (Deped), Mitch Almeida, destacou a importância da formação continuada sobre o tema. “Recebemos uma das principais referências da educação brasileira contemporânea. As discussões sobre educação antirracista e perspectiva decolonial já fazem parte das formações realizadas com professores e gestores da rede municipal”, explicou.
A Secretaria Municipal de Educação vem ampliando as ações voltadas à promoção da equidade racial. Entre as iniciativas estão a adesão à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), além da participação no Grupo de Trabalho e Estudo (GTE) do Plano de Políticas Antirracistas, instituído pelo Decreto Municipal nº 23.874, de 30 de setembro de 2025. A pasta também oferece apoio pedagógico e didático às escolas sobre educação para as relações étnico-raciais no município.
Durante a palestra, Bárbara Carine falou sobre o papel da educação na transformação social. “Vivemos em uma sociedade formada por diversos sistemas interligados, como educação, saúde, política e comunicação. A transformação social acontece quando conseguimos atuar em todos esses espaços”, destacou. Para ela, a escola é peça fundamental nesse processo: “A escola sozinha não transforma a sociedade, mas sem ela essa transformação não acontece. É um trabalho de longo prazo, mas capaz de gerar mudanças efetivas no futuro”.
Além da trajetória acadêmica, Bárbara Carine é idealizadora da Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira do país, autora do livro “Querido Estudante Negro”, finalista do Prêmio Jabuti, e vencedora do Prêmio Jabuti 2024, na categoria Educação, com a obra “Como ser um educador antirracista”. Nas redes sociais, também é conhecida como “Uma Intelectual Diferentona”, onde compartilha conteúdos educativos de forma acessível e acolhedora.
A supervisora de ensino Aliane Pontes destacou o impacto do encontro. “Foi uma palestra emocionante, que reforçou a urgência de uma educação baseada no respeito, na equidade e na valorização da diversidade. Um momento potente de reflexão e sensibilização coletiva”, comentou.
No foyer do Auditório do Cemforpe, escolas municipais apresentaram trabalhos voltados à educação antirracista desenvolvidos nas unidades Antonio Nacif Salemi, Profª Guiomar Pinheiro Franco e Profª Maria Eugênia Fochi de Araújo. Os participantes também visitaram a exposição “Pin-ups pretas”, da fotógrafa May Rabello, com retratos de mulheres negras de Mogi das Cruzes e região.
O evento contou ainda com a presença da secretária municipal da Mulher, Lívia Bolina, representantes do Sesc Mogi das Cruzes, dos conselhos municipais de Educação (CME) e de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), além de integrantes de grupos de estudos sobre equidade racial e políticas antirracistas da Secretaria de Educação.






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