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Mogi das Cruzes,22/06/2026

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Comissão aprova proposta que define regras para defesa de mulheres por terceiros

camara.leg.br
Comissão aprova proposta que define regras para defesa de mulheres por terceiros
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Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Seminário - 3º Fórum Brasileiro de Doenças Raras e Negligenciadas. Dep. Rosangela Moro (PL-SP)

Rosangela Moro é a relatora da proposta


A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta o direito de legítima defesa de terceiros que atuem para socorrer mulheres em situação de violência doméstica.


Pelo texto, essas pessoas serão isentas de punição se for constatado:



  • risco à vida ou à integridade física e psicológica da vítima;

  • ausência de opções de socorro sem uso de força; e

  • emprego de força com moderação.


Presume-se legítima defesa de terceiro quando a intervenção ocorrer:



  • diante de sinais evidentes de violência, como pedidos de socorro ou indícios visíveis de agressão;

  • no interior de residência ou em ambiente de convívio familiar;

  • em contexto já caracterizado por histórico de violência doméstica.


O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Rosangela Moro (PL-SP), ao Projeto de Lei 589/26, do deputado Duarte Jr. (Avante-MA). A relatora fez ajustes no texto original para detalhar as regras aplicáveis aos casos de legítima defesa e prever os casos em que essa garantia não se aplica.


"A ausência de clareza de normas de aplicação da legítima defesa contribui para a falta de ação das pessoas, por motivo de receio de punições penais", argumentou a deputada.


Restrições

A garantia de legítima defesa perde a validade em casos de comprovação de excesso de força por parte do autor do socorro. A exclusão de proteção também atinge ações motivadas por vingança ou que continuem ataques após o fim da agressão de origem.


O Poder Público deverá promover campanhas de instrução da população sobre métodos de intervenção seguros.


A proposta altera o Código Penal e a Lei Maria da Penha.


Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.





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