Mau estado de conservação está entre as principais causas de multas pagas no Alto Tietê
Carro antigo não significa necessariamente um carro mal cuidado/Reprodução Manter o carro em
boas condições vai além de evitar gastos inesperados com manutenção. Um
levantamento realizado a partir de dados do Detran-SP mostra que o mau estado
de conservação dos veículos está entre os principais motivos de multas pagas em
11 municípios do Alto Tietê e região, em agosto de 2026. Foram 375 registros
relacionados às condições dos automóveis, o terceiro maior volume identificado
no período, atrás apenas da falta do devido licenciamento, com 913 ocorrências,
e da ausência do cinto de segurança pelo condutor, com 620.
Ao todo, a base reúne
6.126 multas pagas em Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema,
Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e
Suzano. Além do mau estado de conservação, outras ocorrências relacionadas às
condições e à regularidade dos veículos
chamam atenção: foram 144 registros por ausência de equipamento obrigatório e
106 relacionados a placas sem condições de legibilidade e visibilidade.
Entre as cidades
analisadas, Guarulhos concentra o maior número de registros relacionados ao mau
estado de conservação, com 259 ocorrências, seguida por Mogi das Cruzes, com
31, Itaquaquecetuba, com 22, Suzano, com 17, e Poá, com 15. Os números são
absolutos e não representam, necessariamente, maior incidência proporcional de
irregularidades nessas cidades.
Os dados colocam
em evidência uma parte da rotina do motorista que nem sempre recebe a mesma
atenção das regras de circulação. Pneus, iluminação, equipamentos obrigatórios,
placas e o estado geral do automóvel também precisam ser observados para que o
veículo circule de forma regular e segura.
A idade, por si só,
não determina as condições de um automóvel, mas reforça a importância de
acompanhar o histórico de manutenção e realizar verificações periódicas. Um
veículo mais antigo bem cuidado pode
estar em melhores condições do que um modelo mais recente que não recebeu a
manutenção adequada.
“Mais importante
do que olhar somente para o ano do carro é conhecer sua procedência e avaliar
suas condições. Pneus, freios, iluminação, documentação e histórico de
manutenção precisam fazer parte dessa análise. Isso vale tanto para quem
pretende continuar com o veículo que já possui quanto para quem está pensando
em trocar de carro por um seminovo”, afirma Leonardo Furtado, porta-voz do Auto
Shopping Internacional.






COMENTÁRIOS