Bispo de Mogi assina carta com críticas a Flávio Bolsonaro; CNBB reforça neutralidade partidária
Foto: Reprodução O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Luiz Stringhini, está entre os signatários da “Carta de Bispos Católicos ao Povo de Deus diante do Segundo Turno das Eleições Presidenciais de 2026”, divulgada na quinta-feira (22). O documento apresenta críticas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e aponta possíveis conflitos entre suas posições políticas e os princípios da Doutrina Social da Igreja Católica.
Os religiosos questionam propostas e posicionamentos atribuídos ao candidato em temas como acesso a armas, direitos dos trabalhadores, preservação ambiental, direitos humanos e democracia. Sem citar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a carta afirma que a outra candidatura, embora sujeita a críticas, demonstraria compromisso com os mais pobres, o meio ambiente e a ordem democrática.
CNBB DEFENDE VOTO CONSCIENTE, MAS NÃO INDICA CANDIDATOS
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, em 21 de outubro, uma mensagem oficial do Conselho Permanente sobre o segundo turno. O documento defende a Constituição, o Estado Democrático de Direito e o respeito aos resultados legítimos das urnas, além de incentivar a participação consciente dos eleitores.
A entidade também destaca a importância de direitos como trabalho digno, saúde, educação, moradia e segurança, além da proteção ambiental e da justiça social. A mensagem orienta os cidadãos a considerar a trajetória dos candidatos e seus compromissos com a democracia, sem citar nomes ou partidos.
A CNBB mantém a posição institucional de não indicar candidatos ou legendas. A carta assinada por Dom Pedro Luiz Stringhini e outros bispos é uma manifestação dos próprios signatários, não um posicionamento oficial da Conferência.
A divulgação dos dois documentos ocorre às vésperas do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25), e evidencia a presença do debate eleitoral tanto em manifestações de religiosos quanto nas orientações institucionais da Igreja Católica.






COMENTÁRIOS