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Mogi das Cruzes,01/03/2026

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Relator diz que exigir certidão criminal para casamento pode reduzir violência contra mulher; ouça a entrevista

camara.leg.br
Relator diz que exigir certidão criminal para casamento pode reduzir violência contra mulher; ouça a entrevista


Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Deputado Capitão Alberto Neto fala ao microfone

Capitão Alberto Neto recomendou a aprovação da proposta


A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, o Projeto de Lei 1973/23, que determina a apresentação de certidão de antecedentes criminais e certidão judicial cível e criminal para habilitação ao casamento (PL 1973/23).


O texto altera o Código Civil, que já exige dos noivos vários documentos.


Em entrevista à Rádio Câmara, o relator da proposta, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), defendeu a exigência das novas certidões. Para ele, a medida amplia a transparência entre os noivos e pode proteger mulheres, ao permitir que se saiba de eventual histórico de violência.


“A mulher vai decidir se vai querer casar ou não, sabendo daquela informação [histórico de violência]. Não vai impedir, mas vai ser obrigatório ele apresentar esses documentos,” explicou o deputado.



Comparação

Capitão Alberto Neto comparou a exigência das certidões criminal e judicial cível e criminal ao que ocorre em concursos públicos e em algumas contratações de emprego, em que se pedem os documentos.


Documentos exigidos hoje

Atualmente, o Código Civil exige para habilitação ao casamento os seguintes documentos:


• Certidão de nascimento;

• Autorização por escrito dos eventuais responsáveis legais;

• Declaração de duas testemunhas maiores, que atestem conhecê-los e não existir impedimentos legais à cerimônia;

• Declaração do estado civil, do domicílio e da residência dos noivos e de seus pais, se forem conhecidos;

• Certidão de óbito de cônjuge falecido, de sentença declaratória de nulidade ou de anulação de casamento anterior ou do registro da sentença de divórcio.


Próximos passos

Agora o projeto, de autoria da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), deve seguir para análise do Senado.


Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



 



 




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