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Mogi das Cruzes,03/08/2026

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MP prevê R$ 18,5 bilhões em crédito para exportadores afetados por novo tarifaço dos EUA

camara.leg.br
MP prevê R$ 18,5 bilhões em crédito para exportadores afetados por novo tarifaço dos EUA
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José Fernando Ogura/Agência de Notícias do Paraná

Transporte - barcos e portos - navios exportação comércio exterior cargas commodities infraestutura portuária (porto de Paranaguá-PR)

As linhas poderão ser utilizadas também para prospecção de mercados


A Medida Provisória 1379/26 prevê um socorro de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional afetados pelo mais recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.


A MP viabiliza a terceira rodada do Plano Brasil Soberano, nome dado à iniciativa pelo Executivo.


Dos R$ 18,5 bilhões, R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES. O montante do Tesouro é oriundo de valores não utilizados no Plano Brasil Soberano 1 e da renegociação de dívidas rurais e, por isso, segundo o governo, não deve gerar impacto no resultado primário das contas nacionais.


Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, como a guerra entre EUA e Irã. Setores considerados estratégicos também foram incluídos.


As linhas poderão ser utilizadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de abertura e prospecção de mercados.


Entre os setores beneficiados estão agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, florestas plantadas, mineração, indústrias químicas e farmacêuticas, fertilizantes, setor têxtil, máquinas e equipamentos e setor automotivo.


A MP, que será apreciada por deputados e senadores em uma comissão mista, tem validade até 19 de setembro. Os parlamentares têm até 10 de agosto para apresentar emendas. A partir de 5 de setembro, ela entra em regime de urgência, trancando a pauta de votações.


*Com informações da Agência Senado




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