Em Brasília-DF, Malu Fernandes anuncia R$ 349,2 mil para cirurgias de endometriose e defende fisioterapia pélvica em UBSs
Foto: Divulgação A vereadora Malu Fernandes (PL) conquistou quase R$ 350 mil para Mogi das Cruzes viabilizar cirurgias para pacientes que tratam endometriose. O recurso será pago via emenda parlamentar de Rosana Valle (PL-SP) e foi anunciado durante audiência pública da qual Malu participou, como expositora, nessa terça-feira (11/8), em Brasília-DF. Na oportunidade, a liberal mogiana também defendeu a oferta de fisioterapia pélvica nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
Realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, a sessão reuniu especialistas em Saúde da Mulher e debateu a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença ginecológica, além dos desafios do Estado na garantia do atendimento necessário às pacientes. Caracterizada pelo crescimento de estroma e glândulas endometriais (partes do tecido que reveste o útero internamente) fora da cavidade uterina, a endometriose provoca reação inflamatória crônica e dor. A taxa de prevalência é de 5% a 15% das mulheres em idade reprodutiva.
Na qualidade de expositora e única vereadora do Brasil a participar da audiência, Malu compartilhou a perspectiva de como os municípios enfrentam a questão da endometriose e o que é preciso avançar face a diagnóstico e tratamento.
Ainda durante sua explanação, a liberal anunciou R$ 349,2 mil para Mogi das Cruzes. O aporte foi articulado pela vereadora com Rosana Valle, que integra a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara e defende no Colegiado projetos que aperfeiçoam protocolos da doença.
Liberado via emenda parlamentar, o recurso será utilizado para o custeio de cirurgias (videolaparoscopia, cirurgia robótica e laparotomia) que tratam a endometriose em solo mogiano.
Para Malu, o valor será fundamental para atender uma demanda crescente de Mogi das Cruzes:
“Esta é uma conquista importante para as mulheres de nossa cidade que aguardam por este procedimento. Além do dinheiro para os procedimentos, é importante que o município tenha uma rede cada vez mais completa de cuidado, que acompanhe as pacientes com terapias que reduzam a dor inerente à endometriose e conceda mais qualidade de vida. É por isso que defendo, também, o oferecimento de fisioterapia pélvica nos postos de saúde”, observou.
A defesa apresentada pela vereadora em Brasília está relacionada a um Projeto de Lei (PL) de sua autoria que institui o Programa Municipal de Reabilitação e Fisioterapia Pélvica em Mogi das Cruzes. Em tramitação na Comissão de Saúde, o texto 93/2026 reconhece a fisioterapia pélvica como parte da Política Municipal de Saúde e amplia o acesso ao tratamento.
A fisioterapia pélvica avalia, previne e trata disfunções dos músculos do assoalho pélvico - região que abarca bexiga, útero e reto, controlando funções urinárias, fecais e sexuais. A técnica é indicada para incontinência, dores abdominais e preparação para parto e pós-parto.
“É necessário discutir, em nível nacional e de forma institucional, a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento. É preciso chamar a atenção das autoridades e aparelhar os municípios para que possam atender as pacientes com mais agilidade e qualidade. Quanto mais falamos sobre endometriose, mais mulheres podem reconhecer os sinais e buscar ajuda”, complementou Rosana, que cumpre segundo mandato em Brasília.







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