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Mogi das Cruzes,26/09/2026

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Projeto prevê divulgação de protocolo Calma para lidar com crises convulsivas

camara.leg.br
Projeto prevê divulgação de protocolo Calma para lidar com crises convulsivas
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Breno Esaki/Agência Brasília

Saúde - ambulância - Samu emergências primeiros socorros atendimentos

Se a crise durar mais de cinco minutos, é importante chamar o Samu


O Projeto de Lei 2488/26 determina a divulgação obrigatória em todo o país do Protocolo Calma, que reúne orientações de primeiros socorros para atendimento de pessoas em crises convulsivas. A Câmara dos Deputados analisa a proposta.


Desenvolvido pela Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), o protocolo utiliza a sigla Calma para orientar a população em cinco passos principais:



  • manter a calma;

  • afastar objetos cortantes ou móveis próximos;

  • lateralizar a pessoa para facilitar a respiração e evitar sufocamento;

  • marcar o tempo da crise, ligando para o Samu (192) se durar mais de cinco minutos; e

  • acompanhar a vítima até a recuperação total da consciência.


A medida abrange veículos de transporte público municipal, intermunicipal e interestadual, terminais rodoviários, aeroportuários e hidroviários, além de estabelecimentos de saúde públicos ou conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).


O governo federal ficará responsável por definir os detalhes visuais dos cartazes e os formatos digitais para publicação em sítios eletrônicos oficiais.


O deputado licenciado Luciano Vieira (RJ), autor da proposta, lembra que cerca de 10% da população mundial pode ter uma crise convulsiva ao longo da vida. Ele destaca a importância de combater dúvidas e mitos sobre o atendimento inicial.


“Não é raro ver as pessoas se assustarem ao se depararem com alguém tendo uma crise convulsiva e sentirem-se temerosas em auxiliar. Para quem sofre a convulsão, a ajuda é de extrema importância, visto que o risco de lesões em decorrência da perda brusca da consciência pode ocasionar ferimentos e até fraturas”, disse.


Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; e de Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei




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