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Mogi das Cruzes,15/08/2026

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Comissão aprova proposta de adoção de hip hop nas escolas públicas

camara.leg.br
Comissão aprova proposta de adoção de hip hop nas escolas públicas
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Depositphotos

Um dançarino de boné e camiseta vermelhos executa um movimento de breakdance, apoiado em uma das mãos e com as pernas erguidas. A apresentação ocorre em uma passarela urbana de piso verde, cercada por grades, postes, prédios e fios de alta tensão, sob o céu nublado

Objetivo é reconhecer, valorizar e integrar as expressões da cultura hip hop


A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4401/25, da deputada Camila Jara (PT-MS), que institui a Política Hip Hop nas Escolas, na rede pública federal de educação básica.


O objetivo é reconhecer, valorizar e integrar as expressões da cultura hip hop no ambiente escolar. Respeitada a autonomia das escolas, a política abrangerá:



  • a poesia falada (slam e MC);

  • a música e discotecagem (DJ);

  • a dança urbana (breakdance);

  • as artes visuais urbanas (grafite); e

  • o conhecimento de valores como respeito, resistência, paz, união e consciência crítica.


EXPRESSÃO CULTURAL

A relatora, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), recomendou a aprovação do projeto. Ela afirmou que a proposta reconhece, nas escolas, uma expressão cultural multifacetada.


“A adoção do hip hop na rede pública de educação básica fortalece a problematização da realidade social, o pensamento crítico e a valorização da cultura das periferias brasileiras”, avaliou Talíria. “Onde o Estado muitas vezes se faz ausente ou chega apenas por meio de seu braço armado, o hip hop chega com o microfone, as tintas, as batidas e com o acolhimento.”


Talíria Petrone disse ainda que o hip hop trata de identificação, criando espaços onde a juventude negra se enxerga. “Quando um jovem escuta artistas e pensadores que forjaram suas trajetórias no hip hop, como Emicida, Djonga, Duquesa, Ebony e BK, ele vê possibilidade de futuro. Essa representatividade combate a evasão escolar”.


AÇÕES

A relatora argumentou ainda que a proposta está em consonância com as diretrizes do governo federal, que lançou, neste ano, o Programa Escola Nacional de Hip Hop. Ela acredita, no entanto, que a institucionalização da política em lei garante segurança jurídica e perenidade às ações pedagógicas.


Segundo o projeto, essas ações poderão ser desenvolvidas de forma:



  • interdisciplinar, como conteúdo transversal de apoio ao currículo;

  • extracurricular, por meio de oficinas, mostras artísticas, ciclos formativos ou semanas temáticas; e

  • em parceria com coletivos culturais locais, pontos de cultura, artistas educadores e organizações da sociedade civil.


PRÓXIMOS PASSOS

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado Federal.


Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei 




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